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PMN (Partido da Mobilização Nacional) – História, Ideologia e Lista de candidatos

Inicialmente, o PMN (Partido da Mobilização Nacional) era um movimento nacionalista. Posteriormente tornou-se um partido político. O PMN nasceu no período pós ditadura, sendo um dos sete partidos que conseguiram registro após o fim da ditadura militar. E, dos sete, apenas o PMN e o PCB (Partido Comunista Brasileiro) ainda sobrevivem.

A história do partido até chegar aos dias atuais é extensa, começando em 1984 com o movimento. Confira em detalhes como o Partido da Mobilização Nacional surgiu, sua história, principais marcos e possíveis candidatos:

Significado de PMN e sua ideologia: Conheça o partido

PMNA sigla “PMN” significa Partido da Mobilização Nacional. O movimento iniciou em Minas Gerais e, em seu manifesto de lançamento, em abril de 1984, informava que sua missão era dar “continuidade ao único projeto político da nossa história, a Inconfidência Mineira”, dessa forma, adotou-se como patrono do partido, Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier) e como símbolo a bandeira dos Inconfidentes, o triângulo vermelho.

A ideologia é de esquerda, sendo um partido defensor do socialismo democrático. Também defende a soberania nacional, usando como base a mobilização consciente da população.

História do PMN

A história do PMN começou em 21 de abril de 1984, quando lançou o seu manifesto como um movimento nacionalista. Contudo, obteve o registro como partido político apenas em 25 de outubro de 1990. Isso aconteceu devido a aprovação da Emenda Constitucional nº 25, em maio de 1985, que legalizava os partidos comunistas e também permitia que lançassem candidatos, mesmo com o partido ainda em formação.

Em outubro de 1988 entra em vigor a nova constituição Federal, também conhecida como “constituição cidadã”. Através dela, implementa-se no país o pluripartidarismo. Com isso, partidos menores como o PMN conseguiriam ter sua autonomia para definir como seria seu funcionamento, sua estrutura entre outras liberdades que poderia obter. Em resumo, essa legislação facilitava a criação de partidos políticos, contudo era necessário realizar convenções no mínimo em 9 estados brasileiros. E, ainda era preciso realizá-las em 20% dos municípios com no mínimo 2% do eleitorado local. De certa forma, ainda era difícil para os pequenos partidos se registrarem e conseguirem sua autonomia.

Para conseguir crescer e finalmente se registrar como partido, em janeiro de 1989 o PMN lança em rede nacional no rádio e TV, o programa PMN. Com isso, conseguiu muitos simpatizantes pelo país e, durante os próximos meses trabalhou duro para que em novembro de 1990 fosse publicado no DOU o deferimento do registro definitivo.

Nos anos seguintes até a atualidade, o PMN teve boa participação política em eleições municipais, estaduais e também para a presidência da república.

Linha do tempo nas eleições: eleitos pelo PMN

Em 92, elege prefeitos, vices e vereadores em várias cidades brasileiras.

Em 94 elegeu 4 deputados estaduais em Rondônia, sendo o partido mais votado. Vai para o segundo turno com um candidato a vice em Sergipe e ainda consegue eleger mais deputados em outros estados. No final, obtém mais de 2% dos votos em 11 estados brasileiras.

Em 96 elege 33 prefeitos e 513 vereadores. Em 98, são 4 deputados federais e 14 estaduais eleitos. Em 2000 são mais 14 prefeitos eleitos, além de 29 vices e 487 vereadores.

Em 2002, o PMN faz parte da coligação que lança Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à presidência da República pelo PT (Partido dos Trabalhadores). No mesmo ano, elegeu deputados estaduais e um federal.

Em 2004 elege 31 prefeitos, 33 vices e 481 vereadores. Em 2006 fez parte do bloco chamado de Mobilização Democrática (MD), junto com o PPS e o PHS, contudo esse bloco foi logo desfeito.

Em 2010 participou da coligação O Brasil Pode Mais com o candidato José Serra.

Em 2018, participou das eleições presidenciais com o candidato Henrique Meirelles e o vice Germano Rigotto. Além de candidatos à governador e vice, senadores, deputados federais e estaduais.

Lideranças do partido

Atualmente, os cargos e os respectivos representantes que estão no partido são os seguintes:

  • Presidente: Antônio Carlos Bosco Massarollo;
  • Vice-Presidentes: Glauco Nascimento da Silva e Maria da Graça Faria Lara Fortes;
  • Secretário Geral: Lucas Ribeiro dos Santos;
  • Secretários Adjuntos: José Francisco Cerqueira Tenório e Paulo Ney Molinaro Gomes;
  • Tesoureiro Geral: Antonio Reginaldo Costa Moreira;
  • Tesoureiros Adjuntos: Celis Santin Borges e Cintia Cardoso Matos;
  • Suplência: Alfredo Kyoshi Ito, Carlos Cesar de Lara Fortes Neto e Lidia de Moura Silva Cronemberger.

Rafaela Trevisan Cortes
Rafaela Trevisan Cortes, jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Revoltada por natureza, vê na comunicação uma oportunidade de extravasar a sua paixão por curiosidades, arte e conhecimento.

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